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A linguagem acontece desde a hora que a criança nasce, que abre os olhos, que presta atenção à voz da mãe, que começa a perceber o que acontece a sua volta, quando chora para avisar a mãe que está com fome e ou acabou de acordar, quando está brincando ou escuta uma história, etc.... Quando tudo isso acontece a criança já está se comunicando com a mãe e com o mundo e construindo sua própria linguagem.
Todas as experiências que a criança vivenciou durante o seu primeiro ano de vida, ela colocará em prática através da fala. Assim a criança diz mama para mamãe, papa para papai e muitas vezes também para comida. Estas pequenas palavras se tornarão um vocabulário de 50 palavras ao final do primeiro ano e cerca de 300 ao final do segundo ano.
É quando você toma um susto e percebe que o seu filho já conversa e consegue argumentar com você e com todos a sua volta. Este é um processo contínuo em que só se agrega mais conhecimento.
Principais características das etapas do desenvolvimento da Linguagem
Idade (meses) |
Aspectos gerais do desenvolvimento |
0-6 |
Vocalizações sem a intenção do uso da fala |
6-9 |
Vocalizações com características de fala - utiliza entoação, ritmo e tom |
9-10 |
Pré-conversação - sua fala já imita o diálogo do adulto com pausas para a resposta |
11-12 |
Compreende algumas palavras, agrupa sons e sílabas |
12-18 |
Primeiras palavras funcionais |
18-24 |
Aparecimento de frases com duas palavras, frases negativas e interrogativas, utilização do plural |
24-30 |
Frases com 3 elementos: nenê come pão |
30-36 |
Frases com 4 elementos, utilizando conjunções, flexões de gênero, número e pronomes... |
36-42 |
Já é capaz de fazer um dialogo estruturado, utilizando frases subordinadas (porém e porque) e comparativas como mais que. Começam a aparecer frases no futuro. |
42-54 |
As estruturas gramaticais utilizadas nas frases ficam mais complexas e parecidas com o discurso do adulto |
54 ↑ |
Seu discurso é igual ao do adulto utilizando estruturas gramaticais complexas. Apreciação de piadas e adivinhações e a utilização de palavras com duplo significado: manga da camisa e a fruta. |
Mas podem acontecer alguns problemas neste percurso que muitas vezes são notados tardiamente, apenas quando a criança não fala ou fala errado.
O que fazer? Será que ela tem preguiça? Será que ela não escuta? Será que eu, mãe, mimo demais e faço tudo que ela quer por isso ela não fala? Será que é algo neurológico mais sério? Todas estas perguntas passam pela cabeça das mães e todas se desesperam e vão parar nos consultórios de fonoaudiologia, otorrinolaringologistas, neurologistas ou psicólogos.
Mas será que todas essas perguntas são pertinentes?
Sim, todas elas serão investigadas de maneira minuciosa, para descartarmos principalmente alterações orgânicas. E não esquecer nunca que cada caso é um caso principalmente quando falamos em atraso de linguagem.
Depois de tudo isso o fonoaudiólogo irá avaliar e observar as funções e atos comunicativos da criança, incluindo seus aspectos não-verbais, sociais e ambientais.
Inicialmente observaremos se a criança:
· Como resolve um problema: como pegar um objeto que ela não alcança;
· Se não consegue pegar o objeto pede ajuda;
· Imita o adulto e como utiliza essa imitação;
· Solicita um objeto;
· Reconhece o outro;
· Inicia e mantém um diálogo: presta atenção ao falante, responde sim ou não coerentemente, continua a conversa contando sua experiência pessoal;
· Mantém “contato de olho” durante a conversação;
Tudo isso exige do fonoaudiólogo da família e do paciente reflexões a respeito do significado da linguagem e questões como: o que a criança fala? Para que esta criança fala?Como a criança fala? Quem ouve esta criança, o que e como? . São tão, ou mais importantes neste momento do que se preocupar com padrões corretos de fala.
Logo após nos preocuparemos com a fala propriamente dita:
· Fala ininteligível ou seja não entendo nada que meu filho fala;
· Trocas articulatórias e ou fonológicas - balata para barata, vaca para faca, garro para carro.
· E por fim avaliaremos os fatores sociais e ambientais em que esta criança esta inserida e faremos sugestões ou encaminhamentos para amenizá-las.
Portanto a linguagem acontece principalmente da reciprocidade entre a mãe e a criança pois esta é a base e o molde a partir do qual a criança aprende sobre si mesma, o outro e o mundo e é expressa pela troca de olhares e o envolvimento mútuo. (Prutting, 1982).
Dicas para estimular a comunicação e a linguagem do seu filho
De 0 a 10 anos
· Converse com seu filho assuntos pertinentes a sua idade
· Busque sempre a amizade do seu filho e se interesse pelos seus problemas. Ex: Como foi o seu dia?, Como foi a sua aula?
· Crie um momento com seu filho
· Leia e conte histórias
· Cante músicas folclóricas e ou recite parlendas
· Brinque: casinha, bola,bonecos, jogos
· Assista filmes infantis
· Leve seu filho para fazer atividades externas como : andar de bicicleta, teatro, cinema, museu, zoológico, brincar em parques...
· Logo após estas atividades converse com seu filho sobre elas.
É bom saber
“Quem se comunica melhor é menos violento”....
No 2º.Composium Internacional da IALP realizado em São Paulo, em março /2007 foi apresentada a hipótese de que a grande ocorrência de pessoas com distúrbios da comunicação nos reformatórios americanos está relacionada a uma pobre habilidade da comunicação, incluindo problemas de comunicação social, não apenas como causa, mas também como a conseqüência de um comportamento social inapropriado.
Também crianças com dificuldade de aprendizagem e de comunicação podem ter comportamentos mais agressivos ou se excluírem de atividades sociais, por falta de competência comunicativa para a interação.
Dia Mundial da Voz – 16 de abril
Foi criado no Brasil como Dia Naciona da Voz. Posteriormente foi adoatado como campanha mundial. Este ano o tema é:“Seja Amigo da Sua Voz.”
Voz pede água prá beber
Em trabalho realizado com operadores de telemarketing, observou-se que a falta de hidratação oral (pouca ingestão de água) durante o período de trabalho, faz com que a voz tenha a intensidade reduzida ao final deste período, o que pode aumentar o esforço da produção da voz.
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